03 agosto 2008

To dentrum


A expansão interna é alucinação na sociedade atual. O ser interno é pressionado por questões externas a todo momento. A atitude expansiva é tida como inércia do ser, no entanto, é na verdade afirmação do homem como eterna substância que não se contém com espaços vazios existenciais. É difícil lidar com a questão: o que é a expansão interna? O que é a expansão interna para um, pode não ser para outro. O que é profundo para um ser, é ausente de pressão interna para um outro. Mas, por exemplo, se escrevo e escrevendo quero passar uma percepção profunda de mundo ou o que acho profundo no mundo, então temos uma expansão interna, pois um ser contrai uma percepção externa para mergulhá-la em suas indagações internas, a fim de expandir para além das suposições lógicas do mundo. As suposições lógicas do mundo são as suposições esclarecidas por uma maioria humana.
Não podemos dizer que uma longa expansão interna do ser pode levá-lo, futuramente e finalmente, a uma contração plena de personalidade única. Como sujeito exposto à adversidade constante do mundo, sobretudo o mundo pós-moderno, o ser está sempre em expansão. Na realidade, podemos dizer que há sim uma contração dentro da expansão, pois aquela é uma atitude do ser para refutar uma expansão mal feita, ou seja, a expansão correlacionada com outro ser. É preciso compreender que a expansão interna é, infelizmente, uma ação solitária. Dois seres são visões de mundo diferentes e, ao tentarem se expandir juntos, provocam uma contração em uma das capacidades expansivas. A troca de dois seres só se dá externamente. Esta é seguida, quando da vontade do ser, por uma expansão interna, a qual se dá, portanto, com o tempo, numa atitude solitária e, conseqüentemente, mais próxima da condição anímica-individual do homem.