16 agosto 2010
09 agosto 2010
desiderato
"Eu gostaria de fazer espetáculos para o Exército, a Marinha, a Aeronáutica, para os burocratas, burgueses, especuladores, porque são pessoas miseráveis, mesmo sendo ricas e poderosas. Espiritualmente, essas pessoas são paupérrimas, já que são presas aos papéis que a dominação exige, pelo capitalismo, pelas oligarquias. Eu gostaria de atingir essas pessoas também, porque, se não atingi-las, o mundo não muda."
02 agosto 2010
passagem de ida e volta
O que quis dizer, em seu blog, sobre o brasileiro ter "horror às distâncias"?
"Até para conquistar freguês, o brasileiro precisa fazer dele um amigo. É aquela coisa: o livro que me fez analfabeto foi Os Sertões, ao mostrar que o amor que eu tinha por saber, a universidade não tem. Ela o tem por uma inteligência que Sérgio Buarque de Holanda dizia não ser para unir e trabalhar, mas exibir em salões. Não é ferramenta de parceria e trabalho coletivo. É uma inteligência que separa. No Nordeste, a inteligência une. Quem conversa gosta de conversar, mas também de aprender. Luto para ir às pessoas com assuntos, não com exibição de saberes. A língua, que é a coisa axial do trabalho, é aquilo sobre o qual me prevaleço."
(Entrevista. Tom Zé. "No ritmo do 'analfatóteles'". Em: Revista Língua Portuguesa, ano 4, n. 57, julho de 2010, pp. 12-13).
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