A J. , ser-pater
Ao pequeno G. , ser-quark
Ao pequeno G. , ser-quark
D'uma bolsa-pipa
pipocam, explodem pipas
coloridas, tangíveis
comestíveis, vitais
abastecem o céu da laje
de ecos de cor
de movimentos, de semblantes, de verdor
dupla pipa: são pai e filho
pipando no céu tal campo de lírio
mas nada é mais eterno:
são os olhos rodeantes do filho ao pai terno
no véu do céu
olhos esferas magnéticas
rodeando o anelo paterno
uma linha sustenta as pipas
que enovelam as nuvens,
carregam fitas
a linha firme (mas como afeto de vento)
riscando como um raio levante
o caminho das pipas: semblantes
já é noite - desçam - diz Ela com ar
de mãe entre os dedos afagando a linha
nina de seu ventre luz à Via Láctea
para sempre alumiar
o crepúsculo das pipas.