a gelatina de amora
comportava-se no potinho vinho
as lâmpadas do quarto
incendiavam a cor vermelha-vítria
da amora guardada
pelas mãos amaciadas
com a colher longa e metálica
suspendia os glóbulos gelatinosos
até que tocassem a ponta dos lábios
assim tornados gélidos
pela ponta coligida
a gelatina entrava
a língua se remexia
os olhos fechavam extasiados
o suspiro era uma delícia.
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