05 dezembro 2011

vitriosidade


rui a manga
sob o galho pênsil
tomba na tumba
telhado de vidro

tumba rasgada
roída pelo verme
nítrico
rajada pelo morcego 
sulfídrico

tomba mais uma
uma a uma
bombas sobre a cidade em chamas
uma a cada vez

a cada vez

mangas decaídas
explodidas rasgadas corroídas
nas entranhas fugidias

mangas trespassadas esgarçadas por bananas frígidas

casca derretida
soluçada vertida
por olhos vítreos.

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