Esquecer a própria língua para apreender outras. E justamente amá-la muito mais quando do retorno de terras tão distantes.
Mas o que fazer se a própria língua é um desatino dentro de si mesma? Como tornar o desatino com mais tino para a entrada - pela porta estreita - do passageiro estrangeiro?
É preciso renascer na língua estrangeira. Mas o nascimento não será romanticamente natural.
Será de fórceps esse nascimento sempre excepcional e estranho. Esperemos que, antes da porta se estreitar, ele não surja natimorto.
Pois é de se compreender que algumas línguas não nascerão nem natural nem artificialmente dentro de nós.
No entanto, sonhos podem persistir em ventres mais livres e, à força, mais insistentes.