Quando nos tornamos um estrangeiro em nossas próprias casas, reconhecemos o lado escuro da solidão. Tudo mudou? Certo que o que mudou profundamente foi dentro de nós. Já não somos os mesmos. Nunca somos os mesmos para além de um dia. Não é possível voltar para trás.
Somos uma metamorfose, nós, um certo tipo de nós, que na realidade somos todos: filhos do tempo. Somos um grito - este grito não ensaiado da vida. O silêncio não nos cala. Revoltos, somos. Revoltos, seremos. O silêncio apenas aponta. Mas o que desponta é o urro silencioso do grito primordial.
Rastejamos sem luz sobre o nosso próprio ventre.
Só o beijo perfuma os gritos solitários.
Somos uma metamorfose, nós, um certo tipo de nós, que na realidade somos todos: filhos do tempo. Somos um grito - este grito não ensaiado da vida. O silêncio não nos cala. Revoltos, somos. Revoltos, seremos. O silêncio apenas aponta. Mas o que desponta é o urro silencioso do grito primordial.
Rastejamos sem luz sobre o nosso próprio ventre.
Só o beijo perfuma os gritos solitários.