Percorrendo a areia - era areia pois sentia meu pé arenoso -, sustentava uma rosa. Não a levantava com todo o vigor. Tórrido era o tempo e, engasgada por entre meus dedos, levemente retorcida em direção ao chão, ela ficava. Ou não ficava, pois eu a forçava ficar. Eu diria: ela me acompanhava em direção ao mar. Parei. Era preciso, as ondas forçavam os meus pés. Foi preciso, a rosa iria ser despedaçada ali. Ela encheria minhas mãos de pétalas avermelhadas. As ondas já forçavam novamente meus pés.
Tempo era de jogar as pétalas rubras ao vento. Bem acima de meus olhos. Bem acima do miolo da rosa esmigalhada pela palma de minhas mãos.
As pequeninas vermelhas - prenderia minha respiração se fossem azuis - caíram no espelho d'água. Pétalas, como sois vulgares, afundam e simplesmente se vão? Convém verter uma lágrima em sua memória.
Retomo uma gota da lágrima, pois as pétalas emergem no instante seguinte. Agora estão transfiguradas em pássaros vermelhos, cujas asas cintilantes espremem-se em rota para o horizonte.
Tem-se o corpo fraco neste instante. Era o domínio de uma flor que se esvai. Deixo meu corpoem rubor. Enrolado , pressinto o tórrido horizonte em trevas. Rubras, as nuvens perscrutam meus olhos. Nem sinto, porém, a luz que me cega.
Tempo era de jogar as pétalas rubras ao vento. Bem acima de meus olhos. Bem acima do miolo da rosa esmigalhada pela palma de minhas mãos.
As pequeninas vermelhas - prenderia minha respiração se fossem azuis - caíram no espelho d'água. Pétalas, como sois vulgares, afundam e simplesmente se vão? Convém verter uma lágrima em sua memória.
Retomo uma gota da lágrima, pois as pétalas emergem no instante seguinte. Agora estão transfiguradas em pássaros vermelhos, cujas asas cintilantes espremem-se em rota para o horizonte.
Tem-se o corpo fraco neste instante. Era o domínio de uma flor que se esvai. Deixo meu corpo
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